Colaborador do MusiMid defende tese de doutorado

Inquietação, memória e afirmação no batuque: música e dança cabo-verdiana em Portugal” e foi defendida na Universidade de Aveiro 
Este é o título da tese defendida, junto à Universidade de Aveiro, no dia 6 de janeiro, último pelo pesquisador Jorge Castro Ribeiro, pesquisador convidado do MusiMid.
Banca de arguição: Presidida pelo Prof. Dr. João Manuel Nunes Torrão – professor catedrático da Universidade de Aveiro, teve ainda a participação, como Vogais:
Profª Drª Salwa Castelo-Branco, professora catedrática da Universidade Nova de Lisboa (coorientadora científica), Prof. Dr. João Soeiro de Carvalho, professor associado da Universidade Nova de Lisboa, Prof. DrJoão Vasconcelos, investigador auxiliar do Instituto de Ciências Sociais, de Lisboa; Profª Drª Susana Sardo, professora auxiliar da Universidade de Aveiro (orientadora científica); Profª Drª Maria do Rosário Pestana, professora auxiliar convidada da Universidade de Aveiro.
Segue o resumo da tese:
 O trabalho propõe-se descodificar o papel da performance do batuque enquanto elemento central e identificador de  aspetos sociais, políticos e culturais no contextoposcolonial da relação entre Cabo Verde e Portugal. A tese problematiza vários aspetos do batuque, música e dança cabo-verdiana na perspetiva da história, da teoria do poscolonialismo e da migração. Discute especificidades da comunidade imigrante cabo-verdiana em Portugal e propõe uma abordagem etnográfica da sua organização musical, centrando-se no batuque e sobretudo no grupo Finka-Pé, na sua história e atividade. A performance do batuque é interpretada como ingrediente de afirmação e integração social e, simultaneamente, como elemento de inquietação e memória de resistência. O batuque é estudado e descrito do ponto de vista histórico, etimológico e musical.  Finalmente analisa-se a divulgação e a emergência pública do batuque em Portugal enquanto género de conotaçãomusical africana. A prática do batuque constitui um rico marcador da relação e da atitude poscolonial porque este veio emparelhar-se e ganhar espaço junto de outros géneros musicalmente mais próximos das práticas europeias que historicamente definiam a singularidade cultural cabo-verdiana no contexto do império colonial português.

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